CR Duarte acompanha o avanço da tecnologia no setor e avalia como a análise de dados pode contribuir para compreender o consumidor e orientar o desenvolvimento de empreendimentos
A jornada de compra de um imóvel envolve diferentes etapas, desde a identificação das necessidades do consumidor até a escolha da localização, da configuração dos ambientes e das condições de aquisição. Nesse processo, o acesso a grandes volumes de informações tem levado empresas do setor a buscar ferramentas capazes de apoiar a interpretação de dados e a tomada de decisões. É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ser incorporada ao mercado imobiliário, com aplicações que vão da análise do perfil de potenciais compradores ao planejamento de novos empreendimentos.
A tecnologia permite processar grandes volumes de informações e identificar padrões relacionados à localização, à faixa de preço, às características desejadas, aos hábitos de consumo e aos critérios considerados pelos compradores durante a busca por um imóvel. A partir dessa análise, empresas do setor podem conhecer melhor os diferentes perfis de público e utilizar os dados para orientar estratégias comerciais, abordagens de atendimento e estudos de novos projetos.
“Hoje, o cliente chega mais informado, pesquisa mais e apresenta expectativas diferentes em relação à experiência de compra. As empresas precisam compreender esse cenário e utilizar as informações disponíveis para oferecer um atendimento mais adequado às necessidades de cada pessoa”, afirma Clausens Duarte, diretor-presidente da CR Duarte.
O tema também está presente nas discussões do setor da construção civil e da incorporação imobiliária. Em 2026, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) incluiu a inteligência artificial entre os assuntos debatidos por representantes do segmento, com aplicações relacionadas à produtividade, à análise de dados, ao planejamento e aos processos de desenvolvimento imobiliário.
Dados podem orientar decisões
A aplicação da inteligência artificial pode começar antes mesmo da definição de um novo projeto. Informações sobre determinada região, infraestrutura disponível, perfil de consumo, faixa de renda e características procuradas pelos compradores podem apoiar estudos de mercado e contribuir para uma leitura mais detalhada das oportunidades e necessidades de cada localidade.
Na avaliação de Clausens Duarte, esse tipo de análise ajuda a relacionar as características de uma região às expectativas do público que poderá morar ou investir nela. A localização, a configuração dos ambientes, a estrutura de lazer, os serviços disponíveis no entorno e a faixa de preço são alguns dos aspectos que podem ser considerados na interpretação dos dados.
A inteligência artificial também pode ser aplicada ao relacionamento com os clientes. Ferramentas já utilizadas pelo mercado permitem automatizar respostas iniciais, organizar informações, identificar preferências e apresentar opções compatíveis com os critérios informados durante o atendimento.
“A tecnologia deve funcionar como suporte à atuação das equipes, especialmente em uma decisão que envolve planejamento financeiro, expectativas pessoais e compromisso de longo prazo. A interpretação das informações, a transparência na comunicação e o acompanhamento individual continuam sendo importantes para estabelecer uma relação de confiança com o comprador”, afirma.

