Setembro em Flor: Rede ICC Saúde destaca importância da campanha de conscientização sobre os cânceres ginecológicos

Prevenção, diagnóstico precoce, biologia molecular e novas tecnologias cirúrgicas ampliam as possibilidades de cuidado para as neoplasias ginecológicas

Durante o Setembro em Flor, mês de conscientização sobre os cânceres ginecológicos, a Rede ICC Saúde destaca como prevenção, diagnóstico precoce e inovação têm caminhado juntos no enfrentamento dessas doenças. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026–2028, o Brasil deve registrar anualmente cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero, 9,6 mil de câncer do corpo do útero e 8 mil de câncer de ovário. Somados, são quase 37 mil novos diagnósticos por ano, sem considerar outros tumores ginecológicos.

Os cânceres ginecológicos compreendem tumores que atingem órgãos do aparelho reprodutor feminino, como endométrio, vulva e vagina, além dos já citados. Embora apresentem características, fatores de risco e formas de tratamento diferentes, todos implicam na necessidade do acompanhamento regular da saúde da mulher e da investigação de alterações persistentes.

Da análise molecular dos tumores à cirurgia robótica, novas tecnologias vêm ampliando as possibilidades de tratamento. Para Marcela Monteiro, oncologista da Rede ICC Saúde, os avanços observados nos últimos anos têm permitido olhar para cada caso de forma cada vez mais individualizada.

“Hoje, conseguimos reunir diferentes informações sobre o tumor e sobre a paciente para definir estratégias mais personalizadas. Não analisamos apenas onde a doença surgiu ou seu estágio, mas também características que podem ajudar a compreender melhor aquele câncer e orientar as decisões ao longo do tratamento”, explica a especialista.

Prevenção e diagnóstico precoce continuam fundamentais
Apesar dos avanços terapêuticos, a prevenção permanece como um dos principais caminhos no enfrentamento dos cânceres ginecológicos. No câncer do colo do útero, por exemplo, a vacinação contra o HPV e o rastreamento adequado têm papel fundamental na prevenção e na identificação de alterações antes da evolução para um câncer mais invasivo.

Além do acompanhamento ginecológico, alguns sinais devem ser observados, especialmente quando persistentes. Entre eles estão: sangramento vaginal fora do período menstrual ou após a menopausa, dor pélvica contínua, aumento do volume abdominal, alterações urinárias ou intestinais, dor durante as relações sexuais e lesões ou mudanças persistentes na região da vulva. Segundo a oncologista, esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer, mas precisam ser avaliados.

“O diagnóstico precoce continua sendo um dos grandes aliados da oncologia. Conhecer o próprio corpo, manter o acompanhamento médico e procurar atendimento diante de alterações persistentes são atitudes importantes para que uma eventual doença seja identificada o quanto antes”, reforça Marcela.

Biologia molecular ajuda a conhecer melhor a doença
Outra transformação importante na oncologia está na possibilidade de investigar características específicas dos tumores por meio de exames de biologia molecular e genética. Um dos exemplos mais importantes está no câncer de ovário. Alterações hereditárias ou adquiridas em genes como BRCA1 e BRCA2 podem estar relacionadas ao desenvolvimento da doença e, em determinados casos, ter impacto direto sobre a estratégia de tratamento.

“É um exemplo claro de medicina de precisão. Uma informação encontrada no DNA do tumor ou da paciente pode deixar de ser apenas um dado laboratorial e passar a ter relevância para a definição do tratamento”, destaca a médica.

Essas análises podem complementar exames de imagem e avaliações anatomopatológicas, fornecendo informações que ajudam os especialistas a compreender melhor determinadas características da doença e, em casos selecionados, apoiar a escolha de estratégias terapêuticas mais direcionadas.

“Os exames de biologia molecular acrescentam novas informações à investigação do câncer. Em alguns casos, conseguimos identificar características que ajudam a compreender melhor o comportamento da doença e que podem contribuir para decisões mais precisas ao longo da jornada da paciente”, explica Maria Julia, doutora em Bioquímica e coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular da Rede ICC Saúde.

Na instituição, esse trabalho integra a atuação do ICC Genômica, iniciativa exclusiva no Ceará que aproxima biologia molecular, genética e assistência oncológica, fortalecendo a medicina de precisão dentro da jornada de cuidado. Esse avanço representa uma mudança importante na forma de enxergar o câncer. Além de identificar o órgão de origem e a extensão da doença, a oncologia passa a contar com informações adicionais sobre as características de cada tumor, ampliando as possibilidades de personalização da assistência.

Cirurgia robótica leva mais tecnologia ao centro cirúrgico
A evolução também está presente na abordagem cirúrgica. A cirurgia robótica é uma das tecnologias que vêm ampliando as possibilidades da cirurgia minimamente invasiva em diferentes áreas da oncologia, inclusive na ginecologia oncológica.

Por meio de uma plataforma robótica, o cirurgião tem acesso a visão ampliada do campo operatório e instrumentos que permitem movimentos de alta precisão, características especialmente relevantes em procedimentos realizados em regiões anatômicas complexas, como a pelve.

No Centro de Excelência em Oncologia Haroldo Juaçaba (HJ), a Da Vinci X, uma das plataformas mais modernas e seguras do mundo em cirurgia robótica, integra a estrutura de alta complexidade da instituição e pode ser utilizada em casos selecionados de tumores ginecológicos.

Para Rafaella Torres de Melo, cirurgiã oncológica da Rede ICC Saúde, a incorporação de novas tecnologias amplia os recursos disponíveis ao especialista, mas não substitui uma avaliação criteriosa. “A cirurgia robótica oferece recursos importantes de precisão e permite uma abordagem minimamente invasiva em casos selecionados. Na oncologia, no entanto, cada indicação precisa considerar o tipo de tumor, a extensão da doença e as características da paciente. A tecnologia deve sempre estar a serviço de uma decisão segura e individualizada”, destaca a profissional.

A cirurgia robótica se soma a uma trajetória de investimento em tecnologia e inovação da Rede ICC Saúde, que reúne diferentes modalidades de tratamento e diagnóstico para oferecer assistência de alta complexidade ao paciente oncológico.

Diferentes tecnologias, uma mesma jornada de cuidado
Mais do que incorporar tecnologias isoladas, a proposta da Rede ICC Saúde é integrá-las dentro de uma linha de cuidado capaz de acompanhar a paciente desde a investigação diagnóstica até o tratamento e o seguimento.

Por meio do Centro de Excelência em Oncologia Haroldo Juaçaba (HJ), a Rede reúne oncologia clínica, cirurgia oncológica, radioterapia, diagnóstico por imagem, patologia, medicina nuclear, biologia molecular, genética e cirurgia robótica, além da atuação de equipes multiprofissionais. Essa estrutura permite que informações provenientes de diferentes áreas sejam consideradas na definição do tratamento e que cada caso seja acompanhado de maneira individualizada e integrada.

A atuação do ICC Genômica acrescenta a esse ecossistema a capacidade de aprofundar a investigação molecular e genética, enquanto recursos como a cirurgia robótica ampliam as possibilidades terapêuticas disponíveis dentro da própria jornada assistencial.

Ao longo de sua trajetória, a Rede ICC Saúde tem buscado unir conhecimento especializado, ciência, inovação e tecnologia para acompanhar a evolução da oncologia e transformar esses avanços em possibilidades concretas de cuidado.

No Setembro em Flor, essa integração reforça uma mensagem fundamental: o enfrentamento dos cânceres ginecológicos passa pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e também pelo acesso a tratamentos cada vez mais precisos, personalizados e integrados.

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