Associação Caatinga fortalece o trabalho de meliponicultores no semiárido
Entre 2017 e 2024, a produção de mel no Ceará saltou de 1,77 milhão para 6,05 milhões de quilos, movimentando R$ 74,1 milhões, alta de 241% no período, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O crescimento reforça a relevância do setor no momento em que o Brasil celebra, em 3 de outubro, o Dia Nacional da Abelha. A data chama atenção para o papel essencial desses insetos na polinização de plantas cultivadas e nativas, fundamental para a biodiversidade e a segurança alimentar.
Além das espécies mais conhecidas, como a abelha africanizada (Apis mellifera), o semiárido nordestino abriga uma variedade de abelhas nativas sem ferrão, fundamentais para a manutenção dos ecossistemas da Caatinga. A criação dessas abelhas é conhecida como meliponicultura, atividade que gera renda e contribui para a conservação do bioma. É nesse contexto que a Associação Caatinga atua fortalecendo a meliponicultura por meio do projeto No Clima da Caatinga (NCC), iniciativa realizada desde 2011 em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
O trabalho da Associação Caatinga com meliponicultura começou em 2007, com capacitações e distribuição de enxames de abelha da espécie Jandaíra (Melipona subnitida). Com o apoio do NCC, essas iniciativas ganharam força e consolidaram a meliponicultura como uma tecnologia social sustentável para as comunidades do entorno da Reserva Natural Serra das Almas, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), localizada entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI) e gerida pela Associação Caatinga.
Em 2022, o projeto implantou meliponários nas comunidades, oferecendo estruturas para aumentar a produção de mel e fortalecer a economia local. Além de preservar as abelhas nativas do semiárido, a iniciativa valoriza a floresta em pé e mostra como os produtos da bioeconomia podem gerar renda aliada à conservação ambiental.
Desde a implementação do projeto, os resultados alcançados reforçam o impacto da iniciativa: foram 260 caixas de enxames distribuídas, 341 pessoas capacitadas e 11 meliponários construídos nas comunidades do entorno da Reserva Natural Serra das Almas. “Essas ações fortalecem a meliponicultura local, promovem geração de renda sustentável e contribuem para a conservação das abelhas nativas e do ecossistema da região”, destaca Carlito Lima, analista de projetos socioambientais da Associação Caatinga e especialista em meliponicultura.
Atualmente, a Associação Caatinga acompanha 79 meliponicultores em suas atividades. O mel da abelha Jandaíra (Melipona subnitida) pode ser vendido por até R$150 o litro, garantindo renda extra às famílias. Além do valor econômico, a atividade contribui para a conservação da Caatinga, pois as abelhas polinizam plantas nativas e auxiliam na regeneração da vegetação. O projeto também resgata o valor cultural e medicinal do mel, tradicionalmente utilizado contra inflamações e infecções respiratórias.
“Antes, meu meliponário comportava cinco ou seis caixas. Agora, aumentou, dá até para 25 caixas. Minha produção vai crescer bastante e vai melhorar muito para mim. É uma renda extra importante”, destaca Moacir Lima Filho, meliponicultor apoiado pelo projeto.
Lucilene Cardoso, também meliponicultora, comemora a expansão da estrutura de criação: “Sou muito grata ao projeto No Clima da Caatinga, porque ganhei este meliponário. Ele ajudou a aumentar o número de colmeias, e mais abelhas significam mais mel, o que se traduz em uma renda melhor para mim”.
Em setembro deste ano, foi iniciada a quinta fase do No Clima da Caatinga, com novas ações para fortalecer ainda mais a meliponicultura na região. Estão previstas a implantação de cinco novos meliponários familiares, além da produção de um manual de capacitação e oficinas práticas para os meliponicultores. O projeto também oferece assistência técnica continuada aos produtores apoiados em fases anteriores e o lançamento de uma cartilha digital sobre a criação da abelha Jandaíra.
Mais informações sobre o projeto “No clima da Caatinga”
O Projeto “No Clima da Caatinga” atua no semiárido brasileiro desde 2011 para mitigar efeitos do aquecimento global, apoiar a adaptação climática de comunidades rurais e conservar a Caatinga, seus recursos hídricos e a fauna local, como o tatu-bola. O projeto é realizado pela Associação Caatinga em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
A base do projeto é a Reserva Natural Serra das Almas, RPPN com 6.285 hectares, localizada entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). Ao redor da reserva, 40 comunidades rurais, com cerca de 4 mil famílias, recebem apoio direto das ações do projeto.
Sobre a Associação Caatinga
A Associação Caatinga é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. Desde 1998, atua na proteção da Caatinga e no fortalecimento da resiliência das comunidades rurais, apoiando práticas que favorecem a convivência com a semiaridez e de adaptação aos efeitos do aquecimento global.


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