De acordo com a pesquisa Inteligência Artificial na Educação Superior, realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em parceria com a empresa de levantamentos educacionais Educa Insights, publicada em agosto do ano passado, 71% dos estudantes universitários ou aspirantes ao Ensino Superior, no Brasil, utilizam ferramentas de Inteligência Artificial (IA) em seus estudos.
Desses, 29% afirmam usar as ferramentas diariamente, enquanto 42% as utilizam semanalmente. Além disso, 80% dos entrevistados estão familiarizados com ferramentas como ChatGPT e Gemini. Para a reitora da Unifametro, Denise Maciel, diante desse cenário, é fundamental que os centros de ensino atualizem seus projetos pedagógicos, garantindo que as instituições acompanhem as novas demandas do ensino superior e as inovações tecnológicas.
“Aqui, por exemplo, estamos constantemente adquirindo e implementando ferramentas tecnológicas que visam aprimorar o processo de ensino-aprendizagem, proporcionando aos nossos alunos uma formação de alta qualidade e alinhada às tendências educacionais mais avançadas”, afirma Denise Maciel.
Ainda segundo a reitora, a IA tem o potencial de revolucionar a educação superior por meio da personalização do ensino, da automação de processos administrativos e do aprimoramento da gestão acadêmica. Para ela, a capacidade que a IA tem de analisar grandes volumes de dados possibilita identificar padrões no desempenho dos alunos e sugerir estratégias pedagógicas mais eficazes.
Segurança e ética
Denise Maciel ressalta, no entanto, que para garantir o uso ético e eficaz da IA, a capacitação docente, a segurança dos dados estudantis e a transparência quanto ao uso são fundamentais. “Nesse contexto, é necessário garantir a capacitação para o uso dessas tecnologias de maneira crítica e consciente, além de estabelecer diretrizes para manter a segurança dos dados dos alunos, a fim de garantir que as ferramentas de IA não reforcem vieses ou discriminações”, pontua Denise Maciel.
O ChatGPT e o DeepSeek, por exemplo, têm sido adotados pela Unifametro para otimizar o aprendizado dos estudantes, na resolução de dúvidas em tempo real, na elaboração de textos e resumos, além de contribuírem para pesquisas acadêmicas mais aprofundadas.
Contudo, segundo a reitora, para que o uso da IA seja eficaz, os professores devem desenvolver novas competências, que vão além do conhecimento acadêmico tradicional. “É essencial que os docentes se capacitem no uso dessas tecnologias, incorporando-as de forma crítica, além de tornar as atividades interativas, mantendo o aprendizado dinâmico e atrativo”, disse.
Denise Maciel concluiu apontando que a combinação de inovação pedagógica com o uso de IA pode permitir uma experiência educacional mais envolvente, personalizada e alinhada com as necessidades e interesses dos estudantes.


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