Internet reduz desigualdades e transforma realidades em escolas públicas

O Dia Mundial da Internet, celebrado em 17 de maio, destaca a importância da conectividade para a educação, o desenvolvimento social e a redução das desigualdades. No Brasil, o acesso à internet de qualidade nas escolas públicas é um desafio crucial para a transformação educacional.

Dados da pesquisa TIC Educação 2023, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e NIC.br, revelam que 91% das escolas públicas brasileiras têm acesso à internet. Contudo, a pesquisa aponta desigualdades, com apenas 65% das escolas rurais oferecendo internet aos estudantes.

Nesse cenário, iniciativas como o Aprender Conectado são estratégicas. O projeto visa levar internet de alta velocidade a 40 mil escolas públicas em todo o Brasil, já tendo conectado 22 mil. No Ceará, por exemplo, 795 das 1.535 escolas previstas já estão conectadas, beneficiando mais de 121 mil estudantes.

Com a conectividade, esses estudantes ganham novas oportunidades de aprendizagem, acesso a recursos digitais e ampliação de sua formação. Flávio Santos, diretor-geral do Aprender Conectado, ressalta que o projeto promove inclusão, garantindo que todos os estudantes participem de uma sociedade digital e inclusiva, independentemente de sua localização.

“A conectividade em escolas quilombolas e indígenas, por exemplo, aproxima estudantes e professores de oportunidades antes distantes. No Ceará, o projeto beneficiará 16 escolas quilombolas e 6 indígenas, ampliando o acesso digital como instrumento de transformação social e educacional”, explica Santos.

Força tarefa 

Em 2023, 138 mil escolas brasileiras apresentavam déficit de conectividade ou acesso inadequado para uso pedagógico. Em resposta, o Governo Federal lançou a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), uma força-tarefa para garantir internet de qualidade em 100% das escolas.

O Aprender Conectado é responsável por conectar 40 mil dessas unidades, focando em áreas rurais, indígenas, ribeirinhas e quilombolas. O projeto avança principalmente nas regiões Nordeste e Norte, onde os desafios logísticos são maiores e a necessidade de reduzir desigualdades históricas no acesso a recursos digitais de ensino é urgente.

 

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