Prostatectomia robótica passa a integrar SUS e planos de saúde e amplia acesso a tratamento avançado no Brasil

A incorporação da prostatectomia radical assistida por robô ao sistema de saúde brasileiro representa um avanço relevante no tratamento do câncer de próstata, ampliando o acesso a uma tecnologia moderna tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na saúde suplementar. A medida acompanha uma tendência global de adoção de técnicas minimamente invasivas, com foco em melhores desfechos clínicos e recuperação mais rápida dos pacientes.

Segundo o médico urologista Érico Diógenes, a medida representa um marco importante na assistência oncológica no país. “A cirurgia robótica oferece maior precisão ao cirurgião, o que se traduz em menor trauma cirúrgico, menos sangramento e recuperação mais rápida para o paciente”, afirma. Ele destaca ainda que a tecnologia contribui para melhores taxas de preservação da continência urinária e da função sexual.

Para o especialista, a incorporação também ajuda a reduzir desigualdades no acesso a tratamentos de ponta. “Antes, esse tipo de procedimento ficava restrito a poucos centros privados. Com a inclusão no SUS e a obrigatoriedade nos planos de saúde, damos um passo importante para democratizar o acesso à inovação”, ressalta Érico Diógenes.

A inclusão do procedimento no SUS ocorreu após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), sendo formalizada pelo Ministério da Saúde em 2025. A partir dessa decisão, hospitais públicos habilitados passam a oferecer a cirurgia para pacientes com indicação clínica, especialmente em casos de câncer de próstata localizado ou localmente avançado. No âmbito dos planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também aprovou a cobertura obrigatória da técnica, com entrada em vigor em 2026. Com isso, a prostatectomia robótica torna-se o primeiro procedimento cirúrgico com uso de robótica incluído no rol obrigatório, garantindo aos beneficiários o direito ao tratamento quando houver indicação médica.

Apesar dos avanços, o médico Érico Diógenes alerta para desafios na implementação, especialmente na rede pública. “Ainda é necessário investir em infraestrutura, aquisição de equipamentos e capacitação de equipes. A tecnologia por si só não resolve tudo, é preciso garantir que ela chegue de forma estruturada à população”, conclui.

1 thought on “Prostatectomia robótica passa a integrar SUS e planos de saúde e amplia acesso a tratamento avançado no Brasil”

  1. nelizabeth1992

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