No dia 8 de abril, o Dia Mundial de Combate ao Câncer mobiliza instituições de saúde em todo o mundo para conscientizar a população sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. O Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) reforça a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico em tempo oportuno e destaca o papel dos hábitos de vida na redução do risco da doença.
O câncer segue como um dos principais desafios de saúde pública. De acordo com estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, número que confirma a tendência de crescimento da doença no país, impulsionada pelo envelhecimento populacional, pelas desigualdades no acesso à saúde e pela exposição a fatores de risco associados ao estilo de vida contemporâneo.
Apesar desse cenário, uma parcela significativa dos casos pode ser evitada. A adoção de hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, não fumar, reduzir o consumo de álcool, além da imunização contra o HPV, está diretamente associada à diminuição do risco de diversos tipos de câncer. Nesse contexto, a qualidade de vida deve ser compreendida como um elemento central na promoção da saúde.
Outro ponto fundamental é o diagnóstico precoce. Quando identificado em estágios iniciais, o câncer pode apresentar altas taxas de cura, que ultrapassam 90% em alguns casos.
Para o corpo clínico do CRIO, a data representa um chamado à ação coletiva. “O câncer não pode mais ser encarado como uma sentença definitiva. Hoje, contamos com tecnologias e protocolos terapêuticos eficazes, que permitem não apenas a cura em muitos casos, mas também a preservação da qualidade de vida durante o tratamento. O grande desafio ainda é garantir o acesso ao diagnóstico e ao cuidado no momento certo”, afirma Dr. Eduardo Cronemberger.

