Se antes a sofisticação na hotelaria era traduzida por ambientes padronizados e referências internacionais, uma nova geração de hotéis brasileiros têm apostado no caminho oposto: transformar a identidade do destino em um dos principais diferenciais da experiência. Arquitetura, design, arte, paisagismo e hospitalidade passam a contar histórias do território, criando uma conexão mais genuína entre hóspedes e o lugar visitado.
Essa tendência acompanha um movimento global conhecido como “sense of place”, em que os hotéis deixam de ser apenas um local para dormir e passam a funcionar como uma extensão da cultura local, valorizando artistas, artesãos, materiais naturais, gastronomia e saberes regionais.
Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026, o Ohana Beach Park Resort, em Aquiraz (CE), representa esse novo momento da hotelaria brasileira. Concebido para trazer uma nova proposta de hospitalidade para o Beach Park, o resort traduz a sofisticação por meio da identidade cearense, presente em diferentes camadas da estadia — da arquitetura e do design à gastronomia, às obras de arte e aos serviços oferecidos aos hóspedes.
Entre os destaques estão peças e mobiliários assinados por nomes como Mestre Espedito Seleiro, referência nacional por transformar o couro e a estética do sertão em design contemporâneo, e Érico Gondim, com mobiliário autoral. O projeto também reúne artistas como Túlio Paracampos, responsável pelo grande painel de cerâmica que recepciona os hóspedes logo na entrada do resort, e Edson Felipe, especialista em mosaicos, assina uma obra que traduz, em linguagem contemporânea, elementos do litoral cearense. Inspirada em formas orgânicas, ela incorpora referências à atmosfera solar, às águas e à tropicalidade da região, reforçando a identidade visual do resort e sua conexão com o Ceará.
A valorização da cultura local também chega à gastronomia. No restaurante do resort, cerâmicas produzidas pela Tapera das Artes, instituição cearense que promove a inclusão social por meio da formação artística de crianças e jovens. O espaço foi concebido para oferecer uma proposta gastronômica própria, reforçando a culinária como parte da narrativa do empreendimento e da conexão com o destino.
O projeto de interiores, assinado pela arquiteta cearense Beatriz Miranda, incorpora ainda painéis de azulejos pintados artesanalmente pela artista Olga Maria, além de trabalhos de Sérggio Melo em cestaria, bordado e tecelagem presentes nos apartamentos. A arquitetura privilegia materiais naturais, ambientes integrados à paisagem litorânea e uma atmosfera que traduz, de forma contemporânea, referências visuais e culturais do Ceará, fazendo da brasilidade um elemento central da hospedagem.
Mais do que uma tendência estética, essa abordagem responde a um novo perfil de viajante, que busca vivências autênticas e deseja compreender o destino por meio de sua cultura, de sua gastronomia, de seus artistas e de sua história. Nesse contexto, a sofisticação deixa de estar associada apenas à infraestrutura e passa a ser definida também pela originalidade, pelo cuidado com os detalhes e pela capacidade de criar uma conexão genuína com o lugar.
“Com o Ohana, ampliamos nossa proposta de hospitalidade e apresentamos uma nova forma de viver o Beach Park. Cada detalhe do projeto foi pensado para ter significado: da escolha dos artistas e materiais aos ambientes e serviços oferecidos aos hóspedes. Nada foi concebido para ser genérico. O resultado é um resort que traduz, de maneira contemporânea, a identidade do Ceará”, afirma Murilo Pascoal, CEO do Beach Park.

