A saúde feminina ainda é invisibilizada? Por que se evita falar sobre dores e incômodos?

Mesmo com mais acesso à informação, tabus e silêncio ainda dificultam que mulheres falem sobre dores e cuidem da própria saúde.

A saúde feminina ainda enfrenta barreiras silenciosas que vão além da dificuldade de acesso a serviços médicos. Apesar dos avanços na informação, falar sobre dores e desconfortos continua sendo um tabu para muitas mulheres. Aspectos culturais, sociais e históricos contribuem para que esses temas sejam evitados, fazendo com que sintomas importantes sejam ignorados ou normalizados no dia a dia.

De acordo com uma pesquisa realizada pela IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) cerca de 45% das mulheres entrevistadas relataram que sentem desconforto em falar sobre a situação da sua saúde enquanto 30% delas sentem vergonha em comprar produtos voltados para a saúde ginecológica.

O médico ginecologista e professor de medicina da Universidade Federal do Ceará, Dr. Leonardo Bezerra, destaca a importância da escuta no cuidado com a saúde feminina: “Muitas mulheres ainda silenciam suas dores por medo, vergonha e até mesmo desinformação.A escuta empática e atenta é o primeiro passo para um cuidado verdadeiramente eficaz”, afirma.

Romper o silêncio em torno da saúde feminina é um passo essencial para transformar realidades. Ao incentivar o diálogo, ampliar o acesso à informação e fortalecer uma escuta mais empática, abre-se caminho para que mais mulheres se sintam seguras para cuidar de si. Falar sobre o próprio corpo, sem medo ou tabu, é um ato de autonomia e também de saúde.

Saiba mais sobre Dr. Leonardo Bezerra
Especialista em Cirurgia Robótica, Laparoscopia Ginecológica, Uroginecologia, Dor Pélvica e Endometriose. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), possui mestrado e doutorado em ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (USP). Professor adjunto da UFC, supervisor da residência médica de Endoscopia Ginecológica da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC/UFC) e orientador no Mestrado e Doutorado em Cirurgia da mesma universidade.

6 thoughts on “A saúde feminina ainda é invisibilizada? Por que se evita falar sobre dores e incômodos?”

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