Público não quer mais só festa, quer experiência”: novo perfil do consumidor transforma o mercado de eventos em 2026

O mercado brasileiro de eventos vive um novo ciclo de expansão e amadurecimento. De acordo com projeções da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), o setor deve movimentar cerca de R$ 141 bilhões em 2025, consolidando uma retomada consistente e impulsionando cadeias como turismo, hotelaria, gastronomia e serviços especializados. Mais do que números, o crescimento revela uma mudança profunda no comportamento do público: o consumidor de 2026 não busca apenas entretenimento, mas experiências memoráveis.
A lógica da “festa pela festa” vem sendo substituída por eventos imersivos, cenários instagramáveis e propostas que entregam conexão emocional, narrativa e pertencimento. O público quer vivência, quer história, quer algo que possa ser lembrado e compartilhado. Esse movimento também tem refletido em um ticket médio mais elevado em eventos premium, nos quais a experiência completa, da ambientação ao atendimento, passa a ser parte central do valor percebido.
Para Matheus Farias, diretor da Alliance Produções, essa transformação exige uma nova postura das produtoras. “Hoje o público não está mais satisfeito com experiências superficiais. Ele busca conexão, significado e momentos que permaneçam na memória. A experiência virou o novo critério de decisão. Não basta realizar um evento; é preciso construir uma jornada”, afirma.
Segundo o executivo, a produção deixou de ser apenas operacional para se tornar estratégica. Isso significa compreender o comportamento do consumidor, integrar tecnologia, cenografia e storytelling, além de personalizar a experiência de acordo com o perfil do público. “Planejar um evento hoje envolve entender quem é esse participante, o que ele valoriza e como aquela vivência pode gerar impacto real. A entrega precisa ser pensada do início ao fim”, completa.
A ascensão das redes sociais também contribuiu para essa mudança. Eventos que oferecem ambientes visuais marcantes e experiências compartilháveis ampliam seu alcance de forma orgânica, transformando cada participante em um multiplicador de marca. Nesse cenário, a experiência passa a ser também ferramenta de posicionamento e construção de reputação.
Com o setor aquecido e o público cada vez mais exigente, a tendência é que o mercado de eventos siga evoluindo para formatos mais imersivos, personalizados e estratégicos, consolidando a experiência como principal diferencial competitivo em 2026.

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