A cirurgia robótica tem ampliado as possibilidades de tratamento para tumores urológicos, especialmente nos casos de câncer de rim e de bexiga. Considerada uma evolução da laparoscopia, a técnica permite procedimentos minimamente invasivos com maior precisão cirúrgica, visão tridimensional e melhor detalhamento das estruturas anatômicas.
A tecnologia utiliza braços robóticos controlados pelo cirurgião por meio de um console, que oferece visão ampliada e movimentos articulados com alto grau de estabilidade. Esse refinamento técnico permite dissecações mais precisas e maior preservação de estruturas importantes, quando há indicação clínica.
Entre os principais benefícios associados à cirurgia robótica estão menor perda sanguínea, redução do tempo de internação, recuperação pós-operatória mais rápida e menor intensidade de dor no período de reabilitação, quando comparada à cirurgia aberta tradicional.
A indicação do método, no entanto, é individualizada. A decisão leva em conta o estágio do tumor, as condições clínicas do paciente e a estratégia terapêutica definida pela equipe médica, reforçando a importância de avaliação especializada para cada caso.

