Norte e Nordeste puxam crescimento de investidores e reforçam avanço da educação financeira fora do eixo tradicional de investimentos

Crescimento acima de 100% no número de investidores nos últimos cinco anos revela a evolução do comportamento financeiro nas regiões

As regiões Norte e Nordeste registraram crescimento superior a 100% no número de investidores entre 2020 e 2025, de acordo com dados públicos da B3. Embora o Sudeste siga concentrando a maior parte dos investidores do país, o avanço observado nessas regiões indica uma ampliação gradual do acesso aos investimentos e um movimento consistente de entrada de novos investidores fora do eixo tradicional.

Esse crescimento acompanha uma tendência nacional de expansão da base de investidores pessoa física, impulsionada pela digitalização do mercado financeiro e pela maior disponibilidade de informações sobre investimentos. O movimento também reflete uma evolução no comportamento financeiro da população, com maior interesse por planejamento financeiro, organização do orçamento e alternativas à poupança, tendência observada em estudos recorrentes e em levantamentos sobre educação financeira no Brasil.

Mesmo com o comportamento observado, cerca de 30 milhões de brasileiros continuam aplicando seus recursos na caderneta, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No Norte e Nordeste, por exemplo, onde o perfil do investidor é mais conservador e a poupança ainda é muito tradicional, aproximadamente R$ 200 bilhões seguem aplicados. Esse número expressivo evidencia como fatores associados à segurança e à familiaridade continuam pesando mais do que a rentabilidade nas decisões financeiras de muitos brasileiros.

“A poupança segue sendo o investimento mais popular do país, mas já não cumpre o papel básico de preservar o poder de compra do brasileiro. Hoje, existem alternativas igualmente seguras, com liquidez e proteção regulatória, que entregam uma rentabilidade significativamente maior, como o Tesouro Direto, por exemplo. O desafio não é apenas migrar recursos, mas ampliar o entendimento de que segurança não está mais restrita à poupança, e que planejamento financeiro é o que, de fato, protege o patrimônio no longo prazo”, afirma Larissa Falcão, sócia e líder da XP nas regiões Norte e Nordeste.

Simulações de mercado indicam que manter R$ 100 mil na poupança pode resultar em uma perda de até R$ 130 mil em 10 anos, em comparação a produtos conservadores como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Direto, mesmo em um cenário de juros elevados. Em 2025, mais de R$ 85 bilhões de reais foram retirados da poupança no Brasil, marcando o quinto ano consecutivo de saques líquidos, com valores maiores do que os de depósitos em 9 dos 12 meses do ano, de acordo com dados do Banco Central.

Esse avanço acompanha uma dinâmica regional relevante: de 2024 para 2025, a base de investidores pessoa física avançou cerca de 3,98% no Nordeste e cerca de 4,4% no Norte, segundo o último relatório da B3, sinalizando a consolidação dessas regiões como vetores de crescimento do mercado de capitais e reforçando o processo de descentralização do investidor brasileiro.

Primeiros passos para começar a investir

Para quem deseja começar a investir em 2026, a orientação é definir objetivos claros de longo prazo e identificar o próprio perfil de investidor para escolher aplicações alinhadas ao nível de risco. A especialista destaca a importância da reserva de emergência, essencial para lidar com imprevistos e proteger o planejamento de longo prazo, aplicada em produtos líquidos e conservadores, como Tesouro Selic, CDBs e fundos DI, como base do planejamento. Disciplina nos aportes, diversificação e revisões periódicas da carteira completam uma estratégia consistente de longo prazo.

Nesse contexto, o assessor de investimentos ganha papel central ao orientar investidores na construção de estratégias alinhadas a objetivos de curto, médio e longo prazo. “O assessor personaliza o planejamento de acordo com o perfil de cada cliente, auxiliando na definição de metas como compra de imóvel, educação dos filhos, viagens e aposentadoria, além de oferecer acompanhamento contínuo”, conclui Larissa.

 

Sobre a XP

A XP é uma das principais instituições financeiras do Brasil. Criada em 2001, nasceu com o propósito de transformar o mercado para melhorar a vida das pessoas — promovendo educação financeira e democratizando o acesso a investimentos de qualidade. Desde então, o Grupo XP lidera uma disrupção no setor ao construir um ecossistema completo de serviços financeiros, com soluções que vão de investimentos a crédito, seguros e banking, no Brasil e no exterior. Com foco em planejamento financeiro completo para investidores, a companhia investe na excelência em servir o cliente como a principal alavanca de crescimento. Esse compromisso com a qualidade já se reflete em reconhecimentos importantes: a XP foi eleita sete vezes consecutivas a Melhor Assessoria de Investimentos de São Paulo pela premiação “O Melhor de São Paulo”, realizada pela Folha de S. Paulo. Saiba mais em www.xp.com.br

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